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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Olhos verdes

Eram os meus preferidos quando criança. Só não sabia que um dia iria me apaixonar perdida e definitivamente por eles! Olhos verdes, os seus olhos, onde tudo é claro para mim.

Foi naquele dia, os nossos primeiros dias; eu deitada, você sentado de lado na cama, a luz em diagonal iluminando os seus olhos, e você cantando lindamente Piaf... foi ali, naquela tarde, que me rendi e me deixei apaixonar.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Uma parisiense no Brasil


Livro adorável em que a francesa Adèle Toussaint-Samsom descreve os costumes do Rio de Janeiro no início do séc. dezoito.

O olhar crítico de Adèle, que viveu 12 anos no Brasil, nos transporta para um Rio de outros tempos, em que a cidade começava a fervilhar com as mudanças que a modernizariam definitivamente. A primeira aventura é a viagem de navio para o Brasil, descrita com tanta riqueza, que parece que estamos lá, no meio do oceano, junto com a autora.

Já no Rio, começam a surgir os contrastes entre a vida europeia e a nova realidade nos trópicos. Adéle, de família de artistas (seu pai foi diretor da Comèdie Française), estava acostumada com uma atmosfera de discussões literárias, saraus e vida cultural intensa. No Brasil, esteve em contato com os hábitos e costumes dos brasileiros e se surpreendeu, entre outras coisas, com a pouca habilidade para o exercício da conversação e com a submissão das mulheres aos maridos e ao universo doméstico.

Adéle também viajou a cavalo para o interior do estado e relatou o dia a dia em uma fazenda, com o embate entre as tradições dos negros escravos, das mulheres da casa grande, dos feitores e senhores de engenho.

Viu a cidade que se formava, lá do alto do Corcovado, subindo por trilhas que eram um desafio na época. Como tutora de música e teatro das princesas, Adéle participou da vida da família Real, frequentando ativamente o palácio em São Cristóvão. Ali, pode conhecer também os traços culturais portugueses mesclados ao estilo e influência nascentes nas ruas do Rio.
Adèle aos pouco se apaixona pelo país tropical, mas manteve sempre o olhar crítico em relação aos valores morais e éticos dos brasileiros.

Um retrato interessante de uma época e de um país em construção.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Acordando na rua


Era pra ser só uma foto roubada, de manhã, com o celular; mas o olhar dele me fez parar e pensar. Infâncias perdidas, olhares vagos.

Ele ali, dormindo agarrado com o filhote, num abraço carinhoso e macio. Alguma ternura nesse dia seco de outono.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Feliz Ano Novo!!


Com a linda visão da praia de Manaíra/ PB!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Às mulheres

Este ano conheci a Tuca e o blog dela, escrevi este post, trocamos mensagens e ela virou seguidora do blog Fleur du Temps.

Esta semana, fiquei sabendo que a Tuca perdeu a batalha contra o câncer. Por isso, hoje, gostaria de fazer uma homenagem a todas as mulheres; as mulheres guerreiras que lutam contra doenças, as mulheres batalhadoras que criam filhos e netos, muitas vezes sozinhas, as mães, amigas, irmãs, filhas...

A Tuca passou por aqui como uma estrela brilhante, me trouxe doces lembranças do meu Tuca, que também se foi, me fez enxergar mais sobre mim mesma, sobre a beleza de ser mulher e sobre a beleza da vida. Não conheci a Tuca pessoalmente, mas pelo que li, ela foi uma grande mulher e assim como o nosso Tuca, ela deve ter inspirado muita gente na sua passagem.

Espero que todas nós mulheres possamos nos inspirar diariamente com as pequenas e as grandes alegrias da vida, com as belas histórias que ouvimos, com os exemplos que conhecemos e principalmente com as pessoas que por um motivo ou outro cruzam este nosso caminho.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lumiar, setembro de 2010

O motivo era o aniversário de 40 da Potô, aproveitando o final de semana prolongado do feriado de 7 de setembro. A gente já sabia que seria bom, mas foi muito melhor do que poderíamos imaginar!
Foram 4 dias inesquecíveis no Paraíso Ecológico, um pedaço do paraíso na terra, plantado pelo Elmo. Estávamos todos (ou quase todos) ali para comemorar os 40 da Pot, mas também os 40 da Popó, os meus, os da Lali e os da Dê.

Ali no Paraíso Ecológico, o legado que o Elmo deixou, mas apenas um reflexo no mundo material do pensamento, da filosofia e do modo de viver dele. Ali, nós celebrávamos... celebrávamos a vida, a nossa amizade, os filhos e a união dessa família, a família escolhida; dos amigos, construída em mais de 25 anos.

Ao longo deste anos, crescemos, casamos, vieram os filhos, alguns descasaram (como disse o Carlinhos), ou reconstruíram suas famílias; no meu caso, no encontro com o Soca, que vejam só, é um capiano, e também fazia parte da nossa história! Viramos compadres, comadres, "concompadres" e "concomadres".

E estávamos todos juntos, naquele local tão cheio de significados para todos e para cada um. O amor nos fazia estar ali e a música nos embalava, cantar nos unia ainda mais (como na época do Cap em que vivíamos cantando pelos cantos!), as águas geladas do rio lavavam nossa alma, nossas angústias e qualquer traço da neurose urbana. A mata nos inspirava, o verde nos lembrava da nossa essência, ou como bem expressou a Potô: Religare! nos conectava com o divino.

Celebrar os nossos 40 era celebrar também essa união, essa construção, e ver que ainda temos muito o que descobrir... como o talento de bailarina da Tatá dançando cheia de graça, ou o carinho de irmãos do Lucas e do Gil com os pequenos. E ainda a hipnose fatal da música do Maurício, da Ivone e do Luciano (aliás, que casal legal!) atraindo todas as crianças (especialmente o Caio!) para perto, como na história do Flautista de Hamelim!

Ver todo mundo brincando de mímica, as barracas no quintal, a fogueira, a gente cantando junto; foram muitas imagens, sensações e sentimentos que afloraram neste con(e bem)viver!!
Esta viagem já ficou na nossa história, em fotos, em textos e poemas emocionados, em imagens gravadas lá no fundo da memória e da alma, que vão permanecer para sempre registradas. Amigos, quanta felicidade ter vocês na minha vida!!


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vira latas

O moleque dorme no chão, embaixo do ponto de ônibus. A noite deve ter vagado pelas ruas; mas naquela manhã ele dorme protegido e alheio à agitação. As pernas estão encostadas numa grande mala quadrada, que talvez contenha os seus pertences, o baú da sua existência.

Um cobertor por baixo, outro jogado por cima. O dorso encostado no dorso do cachorro, que também dorme, com as quatro patas estiradas. Na frente, outro pequeno vira lata de prontidão, atento, zelando pelo sono do patrão.

Na poesia das ruas, me identifico com aquele sono profundo.
O sono de quem vive no sonho uma outra vida, uma outra realidade.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Entre amigas

Jantar na casa da Paula. Eu, Paula, Lali, De, Potô e Mônica.

No menu: risoto de funghi, shitake, tomate sêco e rúcula. Nas taças um tinto Malbec, de sobremesa pêssegos em calda e maças assadas com recheio de geléia de frutas vermelhas, amêndoas e nozes picadas tostadas (receita da Mônica).

Na mesa, boa conversa algumas piadas e muitas risadas!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Últimas aventuras culinárias

Na semana passada recebemos a visita da minha sogra e como visita é sempre um bom motivo para um prato especial, nosso almoço de domingo foi um couscous marroquino com camarões, alho poró e tomate. Vou postar a receita em breve!

Já neste fim de semana, começamos os trabalhos com medalhões de filé com mostarda em grãos e molho de vinho tinto. Para acompanhar batatas assadas, arroz com castanha e salada de rúcula com repolho roxo e molho especial da Flí! O filé ficou a cargo do Soca, que fez os medalhões flambados, com uma técnica de um autêntico chefe. A ideia da cobertura de mostarda em grãos foi dele, mas o meu molho ficou tão gostoso que ele acabou não resistindo!

Ontem, um resto de rosbife da semana virou um strogonoff incrivelmente saboroso. Me toquei que nunca tinha feito strogonoff antes, mas o básico eu já sabia, creme de leite, champignon e ketchup. Juntei o molho de vinho da véspera (que estava bem aromático e rico em sabores) a um outro que fiz separado.
Refoguei bastante cebola em azeite, dourei a carne picadinha bem rápido, só para deixar um pouquinho do caldo e sabor na panela. Retirei a carne, deixando a cebola, joguei um pouco da cerveja Norteña do Soca (ai, ai, mas era o que tinha à mão!) acrescentei molho de tomate e um pouco de mel (no lugar do ketchup). Depois coloquei um toque de molho tonkatsu, o creme de leite e um pouco de estragão. No fim, juntei os dois molhos, mexi bem e depois que ferveu juntei a carne picadinha e o champignon. Talvez pela mistura inusitada dos molhos, foi o primeiro e talvez o melhor strogonoff da minha vida! Só faltou mesmo fotografar!

Para fechar o fim de semana, fiz uma Foccacia recheada com alho, azeitonas e alecrim. Por cima salpiquei um pouco de sal grosso e mais alecrim. O resultado taí!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Almoço clássico de sábado

Nosso já clássico atum semi cru, com crosta de gergelim (substituído pela linhaça desta vez), com nossa adorada salada de rúcula e o mais que tradicional penne ao alho e óleo. Para acompanhar, um Carmenère chileno, macio, delicioso.

Passei boa parte da minha infância e adolescência na linda casa dos meus tios em Teresópolis. A casa era grande, cinematográfica mesmo, e reunia a família nos fins de semana.
Nós crianças (depois já adolescentes) e os primos mais crescidos, nos esbaldávamos o dia todo na piscina, na sauna, sinuca e na casa de bonecas, onde encenávamos nossas peças de teatro cobrando ingressos dos adultos. A noite, como não podia deixar de ser, caíamos todos duros, exaustos.

Os adultos, por sua vez, encaravam o dia de piscina com cervejas, coqueteis, e por aí vai. A tarde, depois do almoço, começava a jogatina que ía até tarde, com várias mesas competindo entre si, em campeonatos de buraco ou poquer. Mas a grande graça, para mim, era ser acordada pela minha mãe no meio da noite, quando os homens íam para a cozinha preparar o macarrão da meia noite. Acho que vem daí minha paixão pelo macarrão ao alho e óleo.